Um jovem amazônida há 15 anos na Comunicação

abr 03, 2022

Em dezembro de 2006, finalizando o terceiro ano do ensino médio, eu tinha em mente o claro desejo de trabalhar na área de Comunicação. Parte disso, inegavelmente, atribuo ao meu pai, Ronaldo Araújo, um apaixonado por rádio desde sempre, embora não seja da área. Outra parte, pela minha voz. Cresci ouvindo que era “voz de radialista” e, portanto, muitas vezes me vi diante de apresentações escolares que, geralmente, envolviam usá-la.

Em 2007, então, ingressei no curso de Jornalismo em um centro universitário particular, após tentativa frustrada de cursar na federal (foi por pouco!), e lá conheci pessoas que me abriram caminho para oportunidades múltiplas – seja em âmbito acadêmico ou no mercado de trabalho – que me credenciaram a estar hoje em sala de aula compartilhando tais experiências como professor de Jornalismo e ajudando novos futuros colegas de profissão a realizarem seus sonhos.

Formei-me em jornalismo, cursei duas especializações: Comunicação, Design e Multimídia (Fucapi) e Divulgação e Jornalismo Científico na Amazônia (Fiocruz Amazônia). Recentemente, concluí o Mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia (Ufam). Fui estagiário na TV Cultura do Amazonas, bolsista de Comunicação na Fapeam, apresentador de um programa universitário na rádio Rio Mar, videorrepórter no portal D24am e jornalista-assessor na Prefeitura de Manaus por nove anos.

Além disso, fiz inúmeras produções como freelancer e jornalista independente, incluindo o blog O Segundo Registro, cuja iniciativa de maior destaque foi o projeto FotografAMdo, produções audiovisuais em série que contam histórias de fotógrafos do Amazonas, e outras como pesquisador acadêmico com alguns artigos científicos publicados em congressos regionais e nacionais, como a Intercom. O vídeo ao fim deste post reúne uns trechos audiovisuais do que menciono nestes dois últimos parágrafos.

Eis, portanto, parte do que este jovem amazônida que vos escreve fez ao longo de 15 anos na área de Comunicação completados neste 2022. Isso, claro, não resume quem sou, mas diz um pouco sobre minha inquietude, enquanto professor, jornalista e comunicador, sobre essa área cujas possibilidades múltiplas só se ampliam cada vez mais. Sou um entusiasta disso, mas também um frustrado com muito que se poderia ter de melhor.